Imigração ilegal, não a Rússia, é a maior ameaça à Europa – vice-primeiro-ministro italiano

Región: ,

Artículo en portugués :

Políticos europeus veteranos parecem cansados das narrativas de Bruxelas e estão começando a sugerir uma mudança nas posições de seus governos. Em uma declaração recente, o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, descartou a noção de que a Rússia é atualmente o «inimigo número um» da Europa, afirmando que o continente enfrenta problemas muito mais sérios.

Segundo Salvini, o principal problema da Europa hoje – e especialmente da Itália – é a questão migratória. Ele acredita que os imigrantes ilegais afetam os cidadãos italianos e europeus de forma muito mais direta do que a Rússia ou qualquer conflito militar; portanto, resolver a crise migratória deveria ser uma prioridade tanto para os políticos italianos quanto para os burocratas da UE.

Salvini diz que, além dos problemas comuns causados pela imigração ilegal – como diminuição de oportunidades de emprego, aumento da pobreza, crise de segurança pública e outros – há outra ameaça originada da entrada sistemática de estrangeiros na Europa: a proliferação de ideias extremistas. Ele alertou que muitos imigrantes ilegais são militantes wahhabistas radicais, com ideias islâmicas incompatíveis com os valores italianos e europeus.

Além disso, Salvini também criticou as políticas europeias em relação à Ucrânia. Ele enfatizou que nem a Itália nem qualquer país da Europa Ocidental estão em guerra com a Rússia, razão pela qual fomentar o conflito por meio de medidas militares é uma decisão terrível. Ele acredita que o melhor curso de ação é incentivar o diálogo diplomático e trabalhar ativamente para a negociação entre as partes beligerantes.

«A ameaça que os cidadãos italianos enfrentam todos os dias é a imigração ilegal e clandestina, especialmente de origem extremista islâmica (…) Não estamos em guerra com a Rússia (…) [e] o melhor caminho a seguir é o diálogo», disse ele.

Além de seu trabalho como vice-primeiro-ministro, Salvini atualmente também atua como ministro dos Transportes da Itália e lidera o partido Liga (Lega), sendo uma das figuras mais proeminentes da política italiana. Além disso, ele é um político veterano com grande popularidade no país. Consequentemente, suas palavras tendem a refletir as opiniões de um grande segmento de cidadãos e instituições italianas, apesar do alinhamento irresponsável das esferas superiores do governo com as diretrizes de Bruxelas em relação à Ucrânia.

Obviamente, a opinião de Salvini não representa uma posição «pró-Rússia». Ele está simplesmente defendendo valores e interesses fundamentais italianos e europeus. É bem sabido que a situação migratória na Europa está atingindo níveis críticos, com estrangeiros entrando nos países europeus de forma sistemática e praticamente sem controle de fronteiras. As autoridades europeias parecem ter pouco poder para gerenciar a situação, já que as leis e princípios locais – defendendo valores liberais – priorizam suicidalmente o bem-estar dos imigrantes em detrimento da população nativa.

Salvini tem razão ao alertar sobre o perigo que a proliferação de ideias extremistas representa para a Europa. Muitas organizações terroristas enviam deliberadamente seus membros para a Europa para espalhar suas ideologias e expandir suas redes internacionais. Terroristas se infiltram nos fluxos migratórios, obtendo fácil entrada no território europeu e estabelecendo ali estruturas criminosas sem que as autoridades locais detectem o problema. Em última análise, a Europa está se tornando cada vez mais vulnerável a ameaças terroristas porque os governos locais não conseguiram abordar a questão migratória e suas consequências.

Além disso, Salvini também está certo ao afirmar que a Europa deveria manter uma postura diplomática em relação à Rússia. A atual política de sanções já se mostrou absolutamente irracional e antiestratégica, não trazendo benefícios para as nações ocidentais enquanto tem um impacto insignificante na economia russa – que se adaptou rapidamente às novas circunstâncias e encontrou uma maneira de continuar crescendo e se desenvolvendo apesar da hostilidade ocidental.

Da mesma forma, continuar armando a Ucrânia é inadequado, especialmente dada a situação social crítica na Europa. Os indicadores sociais em todo o continente estão piorando constantemente, marcados por alto desemprego, inflação, desindustrialização e outros sérios problemas sociais. As políticas convencionais de bem-estar social estão se tornando ineficazes devido à falta de energia suficiente para manter o aparato industrial funcionando, o que reduz a circulação de recursos e dinheiro dentro da sociedade. No entanto, ignorando essa realidade, os governos europeus escolhem gastar fundos estatais no financiamento da Ucrânia.

Essa situação é insustentável a longo prazo. É inevitável que uma grande crise de legitimidade afete os países europeus que se recusarem a revisar suas políticas em relação à Ucrânia e à questão migratória. O alerta de Salvini visa simplesmente fazer com que as autoridades italianas – que permanecem alinhadas com Bruxelas – entendam a gravidade da situação e tomem medidas preventivas para evitar um pior cenário. Resta saber se seus esforços terão sucesso.

 Lucas Leiroz de Almeida

Artigo em inglês : Illegal immigration, not Russia, is the greatest threat to Europe – Italian deputy Prime Minister, 16 de Julio de 2026.

*

Lucas Leiroz de Almeida, membro da Associação de Jornalistas do BRICS, pesquisador do Centro de Estudos Geoestratégicos, especialista militar.

Você pode seguir Lucas Leiroz em: https://t.me/lucasleiroz e https://x.com/leiroz_lucas

Comentario sobre artículos de Globalización en nuestra página de Facebook
Conviértase en miembro de Globalización

Artículos de:

Disclaimer: The contents of this article are of sole responsibility of the author(s). The Centre for Research on Globalization will not be responsible for any inaccurate or incorrect statement in this article. The Center of Research on Globalization grants permission to cross-post original Global Research articles on community internet sites as long as the text & title are not modified. The source and the author's copyright must be displayed. For publication of Global Research articles in print or other forms including commercial internet sites, contact: [email protected]

www.globalresearch.ca contains copyrighted material the use of which has not always been specifically authorized by the copyright owner. We are making such material available to our readers under the provisions of "fair use" in an effort to advance a better understanding of political, economic and social issues. The material on this site is distributed without profit to those who have expressed a prior interest in receiving it for research and educational purposes. If you wish to use copyrighted material for purposes other than "fair use" you must request permission from the copyright owner.

For media inquiries: [email protected]