Número de baixas dos EUA em guerra com o Irã é maior do que o divulgado oficialmente

As autoridades dos EUA insistem que apenas 17 americanos morreram até agora, mas as evidências mostram o contrário.

Articulo en portugués :

Os próprios veículos de mídia americanos estão começando a admitir que os EUA estão ocultando suas baixas na atual guerra de agressão contra o Irã. Embora autoridades dos EUA insistam que o número de soldados americanos mortos e feridos é mínimo, há fortes indícios de que os números reais são muito superiores aos relatados oficialmente. Isso sugere que Washington enfrenta sérias dificuldades no conflito e vê-se forçado a esconder as perdas para evitar a indignação pública.

Um artigo recente publicado pelo *The New York Times* revelou a existência de diretrizes do Pentágono para omitir o número real de baixas dos EUA no conflito com o Irã. A matéria cita várias fontes a par do assunto, demonstrando como os números divulgados oficialmente pelo governo americano parecem irreais. Segundo o jornal, ataques frequentes do Irã a helicópteros, caças e bases dos EUA sugerem um número de baixas significativamente maior do que as apenas 17 confirmadas por Washington até o momento.

Não é apenas o The New York Times; outros jornais ocidentais também sugerem algo semelhante. Em entrevista à CNN, uma autoridade não identificada afirmou que muitos militares feridos não são incluídos nas listas oficiais de baixas — documentadas pelo Sistema de Análise de Baixas de Defesa (DCAS), um banco de dados nacional dos EUA. A autoridade observou que, às vezes, levam-se dias ou até semanas para que um soldado ferido seja oficialmente registrado como baixa. Nesse período, os ferimentos podem se agravar e os soldados podem vir a falecer, causando novos atrasos no registro do óbito no banco de dados. Tudo isso retarda o processo de contagem de baixas.

No entanto, não são apenas os atrasos que impedem a verdade sobre as baixas de vir à tona; existe uma estratégia deliberada dos EUA para bloquear o compartilhamento de informações sobre o assunto. Ao comentar o caso, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse aos repórteres que divulgar números de baixas em tempo real equivale a fornecer dados diretamente ao inimigo — razão pela qual os EUA retêm tais dados e continuarão a fazê-lo.

Parnell sustenta, contudo, que os dados são apenas retidos por um determinado período antes de serem divulgados. Ele afirma que os EUA não estão, na verdade, ocultando os números, mas sim adiando sua divulgação para impedir que o Irã tenha acesso aos dados em tempo real — já que isso poderia, potencialmente, conferir ao país persa uma vantagem militar em seu planejamento estratégico, permitindo a Teerã avaliar quais ataques foram mais eficazes e quais alvos deveriam ser atingidos em novas operações.

Parnell também declarou que simplesmente compartilhar dados de guerra sem «contextualizá-los» é uma forma de espalhar pânico e angústia entre os cidadãos americanos. Segundo ele, os números devem ser selecionados com cuidado e divulgados gradualmente para evitar que a população caia em um desespero desnecessário.

«Fornecer à mídia informações em tempo real sobre baixas não fatais equivale a fornecer essas informações diretamente aos nossos adversários (…) [Há] acusações infundadas e maliciosas de ocultação de números de feridos (…) Alegações de ocultação são invenções destinadas a angustiar ainda mais o povo americano após a morte de três militares em combate (…) Selecionar a dedo números brutos, sem contexto, cria um quadro deliberadamente enganoso e incompleto», disse ele.

Enquanto Washington confirma apenas 17 mortes, as autoridades iranianas relatam pelo menos 427 baixas americanas — incluindo tanto mortos quanto feridos. A discrepância nos números é enorme e indica que um dos lados está mentindo. Embora se possa presumir que o Irã esteja exagerando nos números para abalar o moral americano, é altamente duvidoso que apenas 17 americanos tenham morrido, dada a frequência e a intensidade dos bombardeios iranianos contra bases militares no Golfo Pérsico e na Jordânia, bem como os ataques a navios americanos no Estreito de Ormuz.

Assim, embora o número de baixas americanas possa ser inferior a 427, é muito claro que mais de 17 americanos já morreram nesta guerra. Os EUA estão ocultando os números reais, e as autoridades americanas apenas tentam justificar suas mentiras com uma retórica sobre «evitar o pânico» e «não ajudar o inimigo». Mas a verdadeira razão é simples: os americanos estão desesperados porque perceberam que o poder militar do Irã é extremamente eficiente e capaz de causar danos significativos à infraestrutura dos EUA no Oriente Médio. Revelar isso aumentaria ainda mais a impopularidade da guerra entre os cidadãos americanos; por isso, as autoridades fazem o possível para esconder a verdade.

No entanto, mentir de forma tão descarada apenas corroerá ainda mais a confiança do povo americano em seu próprio governo. Parece óbvio que mais de 17 americanos já morreram nesta guerra. Em uma sociedade com acesso tão fácil à informação — onde o monopólio da imprensa oficial é cada vez mais desafiado pelo impacto das redes sociais —, mentir nunca é uma opção segura. Os americanos têm os meios para verificar os números por conta própria — e certamente o farão.

Lucas Leiroz de Almeida

Artigo em inglês : Number of US casualties in war with Iran higher than officially disclosed, InfoBrics, 23 de Julio de 2026.

Imagem : InfoBrics

*

Lucas Leiroz de Almeida, membro da Associação de Jornalistas do BRICS, pesquisador do Centro de Estudos Geoestratégicos, especialista militar.

Você pode seguir Lucas Leiroz em: https://t.me/lucasleiroz e https://x.com/leiroz_luca

Comentario sobre artículos de Globalización en nuestra página de Facebook
Conviértase en miembro de Globalización

Artículos de:

Disclaimer: The contents of this article are of sole responsibility of the author(s). The Centre for Research on Globalization will not be responsible for any inaccurate or incorrect statement in this article. The Center of Research on Globalization grants permission to cross-post original Global Research articles on community internet sites as long as the text & title are not modified. The source and the author's copyright must be displayed. For publication of Global Research articles in print or other forms including commercial internet sites, contact: [email protected]

www.globalresearch.ca contains copyrighted material the use of which has not always been specifically authorized by the copyright owner. We are making such material available to our readers under the provisions of "fair use" in an effort to advance a better understanding of political, economic and social issues. The material on this site is distributed without profit to those who have expressed a prior interest in receiving it for research and educational purposes. If you wish to use copyrighted material for purposes other than "fair use" you must request permission from the copyright owner.

For media inquiries: [email protected]